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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Um império a partir de R$ 0,10

Há alguns anos atrás recebi no e-mail do trabalho, de um estagiário, um e-mail muito interessante sobre a diferença de rendimentos entre um estagiário e um mendigo. Como, por obra e graça da dinâmica da empresa, já mudei de computador várias vezes, acabei perdendo a mensagem. Resolvi, então, procurar na Internet e, como era de se esperar, encontrei em vários sites. Veja uma versão neste fórum.
Os cálculos e considerações do texto não estão errados, embora não leve em conta alguns fatores, como um possível envolvimento de pessoas que cobrem "pedágio" ou "aluguel" do ponto onde o mendigo permanece, o consumo de bebidas, drogas e outros tipos de vícios, que acabam dilapidando os rendimentos, entre outras coisas. Mas não me surpreenderia se alguém dissesse - como já chegou aos meus ouvidos há algum tempo - que algum desses mendigos que vemos nas ruas possuem imóveis de aluguel e outros bens conseguidos com a mendicância. É, a primeira vista, um negócio extremamente lucrativo e livre de impostos.
Não estou aqui querendo encorajar ninguém à mendicância como meio de vida, nem fazendo campanha contra as doações voluntárias de dinheiro. Na verdade, quero é apontar para uma interessante constatação: as aparências enganam! Nos iludimos com a aparência das pessoas, acreditando que uma vestimenta rota é símbolo de um viver miserável, mas muitas vezes aquela pessoa maltrapilha pode ter mais bens do que você! Este é um alerta que faço especialmente para os trabalhadores do comércio em geral, que costumam oferecer tratamento diferenciado de acordo com o que o cliente veste. Esse é um equívoco dos mais graves!
Por outro lado, se uma pessoa que nada faz além de estender a mão e, num ar de súplica e sofrimento, consegue auferir quase R$ 1,5 mil por mês, quanto você não conseguirá beneficiando diversas pessoas, utilizando seu conhecimento e talento? No fórum citado, alguma pessoas colocam que não vale a pena ser professor, estagiário, etc., devido aos baixos salários. Mas ninguém é obrigado a permanecer na mesma situação pelo resto da vida. O mundo está repleto de alternativas para aqueles que não têm medo de tomar as rédeas de sua própria vida. Quantos professores, médicos, administradores, engenheiros, estudantes, garis, donas de casa que ouvimos falar por aí deram uma guinada em suas vidas e enriqueceram quando colocaram seus talentos naturais em evidência? Para quem não sabe, o ex-Ministro da Cultura, cantor e compositor Gilberto Gil é formado em Administração. O igualmente cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro é formado em Comunicação Social. Não tenho conhecimento se algum dia exerceram efetivamente as respectivas profissões, mas o certo é que não permaneceram. E são muito bem sucedidos.
Portanto, ficam as sugestões: 1) não perca tempo com trivialidades - descubra seu talento, desenvolva-o o máximo que puder e coloque-o a serviço da sociedade, cobrando ou não por isso; 2) economize pelo menos 10% dos seus rendimentos todos os meses, para formar uma fonte de independência financeira; 3) ouse, inove, busque novos meios para atingir seus objetivos - ninguém está condenado a morrer trabalhando na mesma profissão, na mesma empresa. Se estiver satisfeito onde está, busque inovar a forma como faz as coisas, aperfeiçoando-se e melhorando cada vez mais!
Até a próxima, com muita Prosperidade!