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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

2011: um ano de oportunidades - Parte I

Li a edição nº 648 da Revista Época, que trata de Finanças Pessoais e que tem como chamariz a idéia de encerrar o ano de 2018 (mais dois mandatos presidenciais) com R$ 1 milhão de patrimônio. Como sempre, o velho número mágico!!!!! Toda vez que se fala em independência financeira, o 1º milhão surge como fetiche, e saibam, este fetiche muito apetece a este modesto escriba também. Só que há um porém, que está devidamente esclarecido pela revista, mas que acho bom ressaltar: esta conta de R$ 1 milhão até 2018 foi feita considerando um montante inicial de R$ 150 mil e aportes de R$ 40 mil anuais (R$ 3.333,33 mensais), turbinados por rentabilidade anual média de 14,85%, ou 1,16% mensais.
Aí, ficamos com duas questões para resolver: 1ª) Como dispor de R$ 3.333,33 mensais para investir? 2ª) Como alcançar uma rentabilidade mensal de 1,16% durante 96 meses consecutivos?
A primeira é bem mais complexa que a segunda, posto que, esta família deve ter uma renda líquida de pelo menos R$15.000,00 (investindo em torno de 20% da renda, bem acima dos 10% sugeridos pela maioria dos especialistas). Quanto à segunda pergunta, responderia com a boa e velha mescla de renda fixa e renda variável. Porém, temos que ter em vista que a maioria das famílias brasileiras não dispõe desta renda e nem tem grandes volumes de investimento, o que torna a projeção da Época algo fora da realidade ATUAL da maioria das pessoas, fazendo com que o R$ 1 milhão até 2018 seja um “conto de fadas”.
Agora que temos consciência da nossa situação, o que fazemos? Aproveitamos esta oportunidade e coletamos informações que de alguma maneira contribuam com nossa política de investimentos para o ano de 2011, que parece, será um ano com boas oportunidades, a começar pelas oportunidades de conhecimento e de adquirir disciplina para poupar. Além disto, as oportunidades se configuram, entre outras coisas, na nossa taxa básica de juros, a SELIC, uma das mais altas do mundo, mas que não alcança aqueles 14,85% anuais a que nos referimos. Então, a alternativa é complementar a rentabilidade com renda variável. E neste campo, o investimento mais conhecido é o de ações, com todas as perspectivas que envolvem as maiores empresas do país. (continua...)